Dona Marilda: a aventureira de 75 anos que encanta a Europa com alegria e coragem

De Nazaré a Paris, passando pelo Porto, Lisboa, Barreiro e Gênova, Dona Marilda mostra que a curiosidade não tem idade — e que sempre existe espaço para mais uma aventura.

Era uma vez… uma senhora de 75 anos que poderia muito bem estar satisfeita em passar os dias fazendo sempre as mesmas coisas. Poderia escolher os passeios previsíveis, os programas tranquilos e aqueles roteiros em que nada sai do lugar. Mas essa não é a história de Dona Marilda.

Mãe do nosso amigo Fabrício Nobre, ela tem um jeito simpático, carismático e cheio de vida. E, pelo que suas aventuras revelam, também tem uma boa dose daquela coragem que faz alguém olhar para uma experiência diferente e pensar: por que não?

Afinal, enquanto muita gente prefere admirar o mundo de um lugar confortável, Dona Marilda parece ter encontrado outra maneira de aproveitar a paisagem: entrando na história, participando dela e colecionando experiências que merecem ser contadas.

E olha que o roteiro não é nada modesto.

Nazaré: uma carona com emoção

Comecemos pelas ondas da praia de Nazaré, em Portugal, cenário de uma aventura que já começa com uma boa combinação de ingredientes: mar, velocidade, coragem e uma companhia de respeito.

Dona Marilda foi na garupa de um jet-ski pilotado por Ziul Andueza, filho de Mano Ziul, uma figura lendária do surfe brasileiro.
Mencionando também que essa aventura só foi possível graças ao apoio luxuoso do Dino Carmo, da Nazare Jet (Nazarejet.com), que disponibilizou o equipamento para a aventura.

Mano Ziul teve papel importante na implementação da informática no surfe e fez do esporte o primeiro no mundo a realizar transmissões ao vivo pela internet. Uma história que ajudou a aproximar o universo das ondas da revolução digital.

Agora, imagine essa conexão de gerações e histórias: de um lado, um nome ligado à transformação tecnológica do surfe; de outro, Dona Marilda, pronta para viver uma aventura de verdade, com as ondas de Nazaré como cenário.

Ela não estava pilotando o jet-ski. Mas convenhamos: não é preciso estar no comando para mostrar disposição. Há experiências em que aceitar o convite, subir na garupa e embarcar já faz parte da aventura.

E Nazaré não é exatamente o tipo de lugar que combina com quem procura uma vida sem movimento.


Óbidos: coragem com vista privilegiada

Se o mar oferece emoção, as muralhas de Óbidos apresentam outro tipo de desafio.

Na cidade medieval portuguesa, Dona Marilda caminhou por um caminho sem proteção, junto à parte mais alta da muralha, a cerca de quatro metros de altura. De lá, a vista é espetacular — mas o percurso exige atenção e respeito.

Há quem visite um lugar histórico, faça algumas fotografias e siga para o próximo ponto do roteiro. Dona Marilda, por sua vez, encarou um trecho que transforma o passeio em uma experiência bem mais intensa.

Não se trata de defender que todo mundo deva repetir a façanha. Coragem não significa ignorar os riscos, e nenhum passeio precisa virar prova de ousadia. Mas a cena ajuda a entender o espírito aventureiro de uma mulher que não parece disposta a deixar que a idade determine, por si só, o tamanho do seu mundo.

Aos 75 anos, ela continua descobrindo lugares, vivendo experiências e mostrando que a curiosidade pode ser uma excelente companheira de viagem.


Paris: charme sem pedir licença

Paris tem seus monumentos, seus museus e aquela fama de cidade que inspira suspiros. Dona Marilda também deixou sua marca no roteiro: jantou na Torre Eiffel e visitou o Louvre.

Só isso já rende assunto. Afinal, estamos falando de dois lugares que fazem parte do imaginário de quem sonha conhecer a capital francesa.

Mas existe algo especialmente simpático em imaginar Dona Marilda vivendo essas experiências à sua maneira. Não como alguém que está apenas cumprindo uma lista de atrações, mas como uma viajante que encontra prazer em estar ali, conhecer, observar e aproveitar.

A Torre Eiffel oferece um cenário inesquecível para um jantar. O Louvre convida a passear por um universo de arte e história. E, entre um passeio e outro, Dona Marilda acrescenta aquilo que nenhum guia turístico consegue oferecer por conta própria: a personalidade de quem vive a experiência.

Se Paris tem fama de ser elegante, nossa aventureira parece ter entendido o espírito da cidade sem precisar abrir mão do próprio jeito.

Porto, Lisboa e Barreiro: Portugal vivido de perto

Em Portugal, o roteiro ganhou outras cores.

No Porto, Dona Marilda passeou de barco pelo rio Douro. A experiência de ver a cidade a partir da água oferece uma perspectiva diferente de quem percorre suas ruas. É um convite para contemplar o destino com outro ritmo e aproveitar o passeio.

Em Lisboa, ela explorou o Chiado e a Alfama, dois lugares que fazem parte da personalidade da capital portuguesa. Entre as ruas e os espaços históricos, a cidade oferece muitos caminhos para quem gosta de passear sem deixar de descobrir alguma coisa nova.

E então chegamos ao Barreiro, onde a aventura assume um ritmo mais tranquilo, mas nem por isso menos especial.

No Bar Locomotiva, Dona Marilda curtiu um pôr do sol espetacular.

Nem toda boa história precisa de velocidade, altura ou adrenalina. Às vezes, basta encontrar um lugar agradável, parar por um momento e apreciar o espetáculo que acontece diante dos olhos.

O contraste é parte da graça: a mesma mulher que encarou as ondas de Nazaré e caminhou junto à muralha de Óbidos também sabe aproveitar o prazer de contemplar o fim do dia.

Aventureira, sim. Mas sem a obrigação de transformar cada minuto em uma prova de coragem.

Itália: cinco cidades no roteiro

A viagem pela Itália também ocupa um lugar especial nessa história. Gênova, Verona, Milão, Veneza e Ivrea estão entre as cidades que Dona Marilda conheceu.

Cinco nomes, cinco oportunidades de descobrir novos cenários e ampliar as lembranças de uma viagem que já passou por diferentes países europeus.

Ainda faltam detalhes sobre o que mais chamou a atenção de Dona Marilda em cada cidade. E é justamente aí que pode estar a próxima boa história: o passeio que ficou na memória, a situação inesperada, o encontro ou aquela pequena aventura que só quem estava presente consegue contar.

Porque uma viagem não é feita apenas de lugares no mapa. É feita também das experiências que cada pessoa leva consigo — e da maneira como as vive.

A idade não precisa escrever o roteiro

O que torna a história de Dona Marilda tão simpática não é simplesmente a lista de lugares visitados. É a combinação de experiências tão diferentes: uma aventura de jet-ski, um caminho nas alturas, um jantar em Paris, um passeio pelo Douro e um pôr do sol no Barreiro.

Não existe uma única maneira de viver bem. Cada pessoa tem seus interesses, seus limites e seu próprio ritmo. Viajar muito não é uma obrigação, assim como buscar adrenalina não é uma condição para ter uma vida interessante.

O que Dona Marilda nos oferece é algo mais simples e mais próximo: a lembrança de que ainda podemos ter curiosidade, aceitar convites, conhecer lugares e experimentar coisas novas dentro das nossas possibilidades.

E há um detalhe que merece ser celebrado. Por trás dessas aventuras está uma mulher que, para quem a conhece, é simpática e carismática — alguém cuja presença parece merecer tanto espaço quanto os destinos por onde passa.

Talvez seja justamente essa combinação que faça sua história chamar a atenção. Não basta conhecer lugares bonitos; a maneira como cada pessoa vive esses lugares também importa.

Dona Marilda tem 75 anos, muitas experiências no currículo e, ao que tudo indica, boas histórias para compartilhar. Ainda há detalhes desse roteiro que merecem ser contados, fotografias que podem completar as cenas e lembranças que certamente darão novas cores à narrativa.

Por enquanto, fica o convite: conheça Dona Marilda, a aventureira que passeia pela Europa sem perder o encanto pelas pequenas e grandes experiências.

Porque a vida não precisa seguir um roteiro previsível — e nunca é tarde para descobrir um caminho novo.

Dona Marilda é pura inspiração.

Texto: Celso Braz
Fotos: Fabricio Nobre / Ziul Andueza
Jet-ski: Dino Carmo, Nazare Jet (Nazarejet.com)